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Regras

No ecossistema do Google Antigravity e Cursor, as rules (regras) são definidas como guardrails (trilhos de proteção) passivos e sempre ativos que residem no prompt de sistema do agente. Diferente das skills, que são pacotes de conhecimento sob demanda, as regras funcionam como um código de conduta ou uma placa arquitetônica que o agente consulta antes e durante a escrita de código para garantir que nenhum padrão do projeto seja violado.

Definições

Diferenciação e Escopo

As regras operam em dois níveis de escopo:

Ao contrário dos workflows, que são macros acionadas manualmente pelo usuário via comando /, as regras são acionadas automaticamente por gatilhos de contexto.

Anatomia de uma Regra Eficaz

Para que uma regra funcione bem, ela deve seguir uma estrutura clara:

  1. Motivo: Explicação do porquê a regra existe.
  2. Gatilho: Quando ela deve ser aplicada (ex: ao modificar arquivos na pasta /api).
  3. Exemplos (Few-shot): Fornecer exemplos de código correto e incorreto pode melhorar a performance da IA em até 70%.
  4. Exceções: Documentar casos onde a regra não se aplica para evitar que o agente fique travado.

Benefícios e Exemplos Práticos

O uso estratégico de regras garante consistência em projetos grandes, reduz a necessidade de code review manual e ajuda a evitar vulnerabilidades de segurança. Alguns exemplos de regras essenciais incluem:

Limitações e Estratégia

É fundamental trabalhar as regras com inteligência, pois o uso excessivo (como 50 regras em um único projeto) pode causar saturação de contexto. Isso resulta em queima desnecessária de tokens, aumento da latência e pode levar à "context rot" (podridão de contexto), onde o modelo se confunde com instruções irrelevantes para a tarefa atual. Portanto, recomenda-se ser estratégico e incluir apenas o que é realmente essencial para a fundação do projeto.

Referências