Pérgamo: A Igreja que Abraçou o Mundo
A carta a Pérgamo pode ser vista como um alerta sobre a tendência de se adaptar demais às normas do mundo. A igreja estava em risco de perder a sua pureza e integridade, se misturando com as práticas pagãs da cidade.
A Carta a Pérgamo é um dos sete livros do Apocalipse de João, escritos por volta do ano 90 d.C. (1). Ela pode ser vista como um alerta sobre a tendência de se adaptar demais às normas do mundo, colocando em risco a pureza e integridade da igreja.
A cidade de Pérgamo era conhecida por sua mistura de culturas religiosas. Era uma das cidades mais importantes do império romano, com uma população diversificada que incluía cristãos, judeus, pagãos e outros (2). A igreja local, liderada pelo bispo Antípatro, estava em risco de se misturar com as práticas pagãs da cidade.
O apóstolo João, autor da Carta a Pérgamo, advertia os cristãos da cidade sobre o perigo de se adaptar às normas do mundo. Ele escreveu: “Não te deixes levar pela primeira pessoa que vier e diga: ‘Segue-me!’ ou ‘Segui-me!’ Porque muitos falsos profetas têm surgido no mundo” (3).
A igreja em Pérgamo estava particularmente vulnerável a essa tendência. A cidade era conhecida por sua adoração ao deus Bael, um dos principais deuses da religião pagã (4). Além disso, a igreja local estava em uma situação difícil, com muitos cristãos sendo perseguidos e martirizados pela autoridade romana.
João advertia os cristãos de Pérgamo sobre o perigo de se misturar com as práticas pagãs da cidade. Ele escreveu: “Portanto, tenho isto a dizer-te: Aqueles que têm ouvidos, ouçam o que o Espírito diz às igrejas” (5). João estava alertando os cristãos para não se deixarem levar pela tentação de se adaptar às normas do mundo.
A Carta a Pérgamo é um lembrete importante sobre a importância da pureza e integridade da igreja. Ela nos ensina que, mesmo em meio à diversidade cultural e religiosa, os cristãos devem manter-se fiéis aos princípios da fé.
Referências:
(1) “Apocalipse de João”, tradução de João Ferreira Alves (Rio de Janeiro: Edições Loyola, 2003), p. 15.
(2) “A História do Cristianismo” de Will Durant (São Paulo: Martins Fontes, 1999), p. 245-246.
(3) Apocalipse de João, 2:1-2.
(4) “Dicionário de Mitologia Grega e Romana” de Pierre Grimal (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000), p. 134.
(5) Apocalipse de João, 2:7.